TDAH não tem cura, mas tem tratamento, afirma especialista em neurociência

TDAH não tem cura, mas tem tratamento, afirma especialista em neurociência.


Caio Fontes aponta que, quando não tratado, o TDAH pode, por exemplo, atrapalhar o rendimento escolar ou no trabalho, na gestão adequada do tempo, no sono e até na alimentação

 

Famosos como as apresentadoras Virginia Fonseca e Sabrina Sato revelaram ser portadoras do Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), condição que atingia, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, cerca de 11 milhões de brasileiros, em 2022. Caio Fontes, especialista em neurociência e comportamento humano, aponta que o TDAH não tem cura, mas tem tratamento.

 

TDAH é um transtorno neurobiológico de causas genéticas, caracterizado por sintomas como falta de atenção, inquietação e impulsividade. Caio Fontes explica que quem desconfia ter TDAH deve buscar ajuda profissional para descobrir, se de fato, é portador do transtorno, além do tipo e da intensidade desse TDAH. “A indicação é que a pessoa faça uma avaliação neuropsicológica e com o laudo em mãos é possível desenvolver um tratamento”, revela o especialista.

 

Quando não tratado, o TDAH pode, por exemplo, atrapalhar o rendimento escolar ou no trabalho, na gestão adequada do tempo, no sono e até na alimentação.

Hiperfoco e criatividade

Caio Fontes diz que, embora muitas pessoas reclamem do TDAH, o transtorno fornece vários super poderes para quem o detém, como a criatividade. “Quem tem TDAH não tem um pensamento linear, pensa em muitas coisas ao mesmo tempo, e, com isso, consegue buscar inspiração onde ninguém busca, encontrar soluções onde ninguém encontrou”.

 

O hiperfoco, que é a concentração intensa, é outro super poder, já que quem tem essa condição consegue focar por horas em uma mesma atividade, ignorando, inclusive, o que acontece em sua volta. “Mas, para isso, precisa de um lugar organizado, tranquilo”, aponta o especialista.

 

“Ser portador de TDAH e viver uma vida plena é totalmente possível, desde que a pessoa entenda que essa condição requer uma atenção especial e tenha controle sobre ela. Um dos primeiros passos é procurar um acompanhamento terapêutico com um psicólogo especialista no assunto, que vai avaliar, inclusive, se há necessidade de terapia medicamentosa”, explica Caio Fontes.

Dje Martins

Relacionamento com a imprensa:
Márcia Almeida
Golden Assessoria de Comunicação

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